Artes Na Rua… O Grafite E Suas Múltiplas Facetas

26 de agosto
Resenhas

Na semana passada enquanto assistia a um dos telejornais do horário do almoço, ouvi uma notícia que me deixou muito chateada, um dos painéis pintados pelo artista e grafiteiro Eduardo Kobra, na Zona Oeste de São Paulo, mais especificamente no muro da Igreja do Calvário, havia sido danificado por tinta. O que me levou a escrever um pouco sobre as origens do grafite, qual o seu conceito e como este tipo de arte é utilizado nos dias de hoje – quero lembrá-los que para mim o grafite é um estilo de arte, portanto, não entrarei nas discussões dos que acreditam que grafite não é arte, mas respeito a opinião de todos.

“O vestígio mais fascinante deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem pelo planeta foi, sem dúvida, a produção artística”.
Escola da Vila

A palavra grafite origina-se da palavra italiana “graffito” (singular – “graffite”, plural) que significa a escrita feita com carvão; dando o nome, também, ao carvão mineral que se encontra no interior do lápis. Uma das definições mais antiga e popular, descreve o grafite como sendo um tipo de inscrição feita em paredes, tendo relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano, quando os antigos romanos utilizavam carvão para escrever palavras de protesto nas paredes.

Na Contemporaneidade o grafite tornou-se uma forma de manifestação artística em espaços públicos e tem seu marco a partir da década de 1970, mais especificamente em Nova Iorque (EUA), quando os jovens do Bronx começaram a espalhar suas marcas nas paredes da cidade utilizando tintas em spray, desenhando imagens de protesto contra a ordem social que depois foram se transformando em desenhos e adquirindo cada vez mais técnica, dando início a um grande movimento de arte urbana.

De acordo com as atuais definições, o grafite contemporâneo consiste em uma forma de arte de rua em que os desenhos feitos com spray exprimem ideias e modificam a paisagem urbana. Podendo ser observados, muitas vezes, em banheiros públicos, casas abandonadas, edifícios, metrôs, monumentos públicos, muros, orelhões, etc. No entanto, para aproveitar o potencial dos artistas e não colocar suas pinturas na classificação de “pichações” contra o patrimônio, o grafite também tornou-se intervenção urbana por intermédio de projetos que visam profissionalizar essa atividade e dar oportunidade à expressão da arte, sem comprometer o patrimônio público.

Dentro do movimento do grafite existem algumas gírias ou expressões características:

Bite: que imita outro grafiteiro.
Tag: nome que recebe a assinatura do grafiteiro que também pode ser chamado de Writter.
Crew: conjunto de grafiteiros que se reunem para pintarem juntos.
Toy: artista iniciante.
Spot: lugar onde é feito o grafite.

No Brasil, o grafite iniciou-se no Estado de São Paulo e foi ganhando força e características próprias, sendo atualmente reconhecido com um dos melhores grafites do mundo. E, para conferir esta afirmação, selecionamos aqui alguns grafites espalhados por São Paulo para conferir que grafite não é vandalismo ou pichação, mais sim um estilo de arte com características próprias que revelam a realidade de nossas ruas.

By Danny Leal

Beco do Batman – Vila Madalena

Os Gemeos – Viaduto Leste-Oeste, Glicério.

Eduardo Kobra, Muros da Memória – Avenida São João, Senac Santo Amaro.

Beco do Batman – Vila Madalena.

Nina Pandolfo, Praça do Patriarca.

 

Postado por @rtrevimento em 26 ago 2013
Categorias: Resenhas

2 comentários para “Artes Na Rua… O Grafite E Suas Múltiplas Facetas”

  1. Consulene Tartaglioni disse:

    Danny esse colorido é fantástico!
    Tens o meu apoio para lançar um release desse post com muitas outras imagens tão maravilhosas quanto essas.
    I enjoyed very!

Deixe um comentário