Sophia Loren… Ontem, Hoje E Amanhã

28 de abril
Destaque / Resenhas

No final do ano passado, bem na época das festividades, fiz a leitura do livro autobiográfico de Sophia Loren, Ontem, Hoje e Amanhã, que começa exatamente assim…

A campainha continua a tocar, enquanto acabo de preparar os últimos strufolli. Corro para abrir a porta com as mãos sujas de farinha, limpando-as de qualquer jeito no avental. O florista esboça um sorriso, quase escondido atrás de um gigantesco buquê de bicos-de-papagaio. – É para a senhora, dona Sophia. Agora é só botar seu autógrafo aqui… Por um instante o selo no laço que envolve o buquê me leva até a Itália e me emociona. Coloco a planta em um móvel e abro o cartão. São votos de afeto e alegria. Os gritos das crianças, recém-chegadas da América para as festas de fim de ano, enchem a casa de uma adorável confusão. Amanhã é véspera de Natal. […]

Book 6

E é exatamente contagiada pela magia do final do ano e pelas recordações que reavivamos em nossa memória durante as festividades de final de ano, que Sophia Loren viaja no tempo, abre o baú de seus segredos e conta-nos detalhes preciosos de sua história de vida.

Uma mulher que, mais que uma diva do cinema italiano e americano, foi uma guerreira ao lutar por seu sonhos, ao abrir mãos de muitas escolhas em detrimentos de outras. Uma mulher que soube ser a diva do cinema, mas a mulher, a filha, a irmã, a esposa, a mãe que estava a todo momento presente, mesmo que a distância, na vida de todos, e que agora é a avó que os netos adoram estar perto.

Sou suspeita para falar de Sophie Loren e de sua autobiografia, pois ela é uma de minhas divas. A admiro enquanto atriz, enquanto pessoa. Uma mulher simplesmente linda e muito além de seu tempo. Sou apaixonada por seus filmes. Acho que deveria ter nascido em outra época, pois amo filmes mais antigos, de época. Pensando melhor… pode ser que se nascesse em outra época, não os admiraria tanto quanto agora. Lembro-me de Meia-Noite em Paris… sempre sonhamos e desejamos com uma época que não a nossa. Ás vezes, é um sonho que se tornar realidade, pode não ser o que esperávamos.

A memória é uma amiga estranha, que algumas vezes chega e nos leva para bem longe, sem que a gente perceba. É tão bom andar para trás, deixar-se transportar, esquecer-se de tudo. Às vezes, ela tropeça nas datas, mistura coisas que não têm nada a ver, tece armadilhas apagando dores ou paixões intensas demais; mas se tivermos paciência para segui-la, ela nos transporta aos momentos em que vivemos de verdade.

Enfim… Independente da admiração à pessoa, sua autobiografia é uma trama caprichada de cada fase de sua vida, que nos faz querer ler mais e mais, saber mais e mais. Cada página, cada momento contado com riqueza de detalhes, nos faz adentrar em um universo antes desconhecido, pois uma coisa são as notícias que chegavam aos tablóides e jornais, outra coisa são os fatos que estavam por de trás das notícias. Isto é, uma coisa era a atriz famosa, conhecida, a outra era a verdadeira mulher por detrás da diva. Que tal conhecê-la melhor?!

By Danny Leal

Postado por @rtrevimento em 28 abr 2015
Categorias: Destaque, Resenhas

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